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Mini, 60: relembre as cinco versões mais importantes do ícone inglês

Rodrigo Mora

27/08/2019 08h00

(Imagem: divulgação)

(SÃO PAULO) – Em 60 anos de história, são muitos Minis importantes. Selecionamos cinco deles.

Mini-Minor

Lançado em 26 de agosto de 1959, mudou a maneira de projetar carros compactos. A fórmula comum combinava motor longitudinal, tração traseira e porta-malas saliente. No Mini, a configuração mudou para motor transversal (848 cc, 35 cv), tração dianteira e um porta-malas achatado. Para acomodar o câmbio, ele fora instalado sob o motor, incorporado a um reservatório de óleo desenhado exclusivamente pra ele.

(Imagem: divulgação)

Havia ainda as marcantes rodas de dez polegadas, com pneus especialmente projetados. As suspensões também foram repensadas e contavam com um inédito sistema de molas de borracha, que além de ocuparem menos espaço, aceitavam a companhia de amortecedores igualmente menores e mais leves. Até as soldas não eram convencionais, deixando aparente as juntas – o que se tornou uma marca do estilo do Mini. Internamente, os vidros deslizantes dispensavam o mecanismo, economizando espaço e peso.

Interior era amplo e funcional (Imagem: divulgação)

Countryman

Hoje, Countryman é o nome do SUV da Mini. Mas, em 1960, foi a opção para famílias que precisavam de um Austin Seven que carregasse mais bagagens. Com o logo da Morris, o modelo atendia por Mini-Traveller. Sua produção encerrou em 1969, mas deu origem a uma van de sucesso, que seguiu até 1982.

Morris Mini -Traveller (Imagem: divulgação)

Cooper

Jamais fora a intenção de Alec Issigonis conceber um esportivo. Mas o Mini naturalmente tinha uma dirigibilidade aguçada, que comportava mais desempenho. Proprietários perceberam e começaram a preparar seus carros em oficinas independentes. A BMC notou esse movimento e contratou o preparador de carros de corrida John Cooper para criar uma versão esportiva oficial, lançada em 1961. Com motor de 997 cc, sua potência saltava para 56 cv e a velocidade máxima chegava aos 140 km/h. Daí para as pistas e os ralis, foi um pulo. Até hoje a versão Cooper é uma das mais desejadas.

Mini Cooper S 2000 (Imagem: divulgação)

Moke

E por que não um Mini utilitário? O Moke, lançado em 1964, mantinha a mecânica do carro original, mas com desenho próprio que dispensava o teto (havia apenas um de lona, opcional). Como o Jeep e outros modelos do gênero, o Moke teve um protótipo criado para atender fins militares. Contudo, a baixa altura em relação ao solo e a baixa potência interromperam tais pretensões. Mas, para aplicações comerciais leves e uso recreativo, o Moke servia. O jipinho da Mini foi produzido em vários países além da Inglaterra, como Austrália e Portugal, e hoje é comum vê-lo em praias, como transporte para turistas.

Lembra um Jeep? (Imagem: divulgação)

One

Um dos primeiros modelos da fase BMW foi o One, talvez o que tenha se aproximado mais (ou se distanciado menos) do conceito original. Simples, mas bem construída, essa era a versão de entrada, menos potente e equipada. Seu modesto motor 1.6 de 98 cv e o câmbio manual de seis marchas e engates precisos garantiam um desempenho animador.

No Brasil, o One desembarcou em junho de 2011 com a proposta de atrair novos clientes para a marca. Uma versão automática foi lançada pouco tempo depois, por R$ 78.900.

(Imagem: divulgação)

 

 

Sobre o autor

Rodrigo não Mora apenas nos Clássicos. Em sua trajetória no jornalismo automotivo, já passou por Auto+, iG, G1, Folha de S. Paulo e A Tarde - sempre em busca do que os carros têm a dizer. Hoje, reúne todos - clássicos e novos - nas páginas das revistas Carbono UOMO e Ahead Mag e no seu Instagram, @moranoscarros.

Sobre o blog

O blog Mora nos Clássicos contará as grandes histórias sobre as pessoas e os carros do universo antigo mobilista. Nesse percurso, visitará museus, eventos e encontros de automóveis antigos - com um pouco de sorte, dirigirá alguns deles também.

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