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Enferrujado e com mofo nos bancos, Mercedes 300SL é vendido por US$ 800 mil

Rodrigo Mora

11/01/2020 04h00

(SÃO PAULO) – Um Mercedes-Benz 300SL Roadster 1961 foi vendido recentemente por US$ 800 mil (aproximadamente R$ 3,2 milhões). O que parece um tanto banal, até, já que o modelo é um dos clássicos mais valorizados atualmente.

Questão é que este exemplar foi devastado pelo abandono, com ferrugem dominando carroceria, rodas, detalhes de acabamento e interior, onde os bancos, além de rasgos, acumulavam mofo.

(Imagem: Beverly Hills Car Club)

Assim que descobriu o esportivo da Mercedes (clássico exemplo de barn find), a Beverly Hills Car Club o resgatou e o pôs à venda do jeito que estava, e não demorou até que alguém enxergasse o que havia por trás dos maus tratos.

Segundo a loja de clássicos americana, o conversível está completamente original, mantendo inclusive a rara configuração de exterior e interior combinados em azul. O carro também acompanha histórico de serviços de manutenção, nota fiscal de venda e manual do proprietário. Ainda de acordo com a loja, são 121 mil quilômetros no odômetro.

(Imagem: Beverly Hills Car Club)

No mais, os US$ 800 mil são dignos de um dos carros mais fantásticos que a indústria automotiva já produziu. Lançado no Salão de Nova York de 1954, o 300 SL apresentava um moderno chassi tubular que o deixava firme e leve, e que aliado ao motor 3.0 de seis cilindros de 215 cv – o primeiro com injeção direta, que esguicha o combustível direto para dentro de cada cilindro – coroavam o esportivo como o carro de série mais rápido do mundo. Em um teste realizado pela Mercedes naquele ano, o esportivo chegou a 252 km/h. É considerado (sem muita brecha para argumentações) o primeiro superesportivo do pós-guerra.

Sem falar nas portas do tipo "asa de gaivota"– que obviamente nessa versão roadster, presente entre 1957 e 1963, foram dispensadas.

Sem ferrugens, o 300 SL fica assim (Imagem: divulgação)

Sobre o autor

Rodrigo não Mora apenas nos Clássicos. Em sua trajetória no jornalismo automotivo, já passou por Auto+, iG, G1, Folha de S. Paulo e A Tarde - sempre em busca do que os carros têm a dizer. Hoje, reúne todos - clássicos e novos - nas páginas das revistas Carbono UOMO e Ahead Mag e no seu Instagram, @moranoscarros.

Sobre o blog

O blog Mora nos Clássicos contará as grandes histórias sobre as pessoas e os carros do universo antigo mobilista. Nesse percurso, visitará museus, eventos e encontros de automóveis antigos - com um pouco de sorte, dirigirá alguns deles também.

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