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Badalada em 2019, o que será da Copa Paulista de Rallye Histórico em 2020?

Rodrigo Mora

14/12/2019 07h00

DeLorean DMC-12 na Copa Paulista de Rallye Histórico (Imagem: divulgação)

(SÃO PAULO) – Talvez o evento de autos antigos mais badalado de 2019 tenha sido a Copa Paulista de Rallye Histórico. Fui a duas etapas. Primeiro como piloto, depois navegando. Conversei com Pedro Candido, um dos idealizadores do evento, sobre erros e acertos, desafios e também sobre o que acontecerá com a disputa em 2020.

Quantos participantes, somando todas etapas? E qual delas reuniu o maior número de participantes?

Nas cinco etapas, tivemos 174 pilotos e 201 navegadores. A etapa com o maior grid foi a quarta, com 78 carros largando rumo ao Parque da Independência, no Museu do Ipiranga. Lá também fizemos um encontro para receber os participantes do Rallye, onde juntamos mais de 150 antigos e esportivos.

Quantos quilômetros percorridos no total? E qual foi a mais longa?

No total, foram 1.240 quilômetros rodados, sendo a mais longa quarta etapa, que teve 270 quilômetros. As etapas foram: Vale do Paraíba, Litoral Paulista, Circuito das Águas, Rallye da Represa e Centro Histórico.

Dá para elencar os altos e baixos dessas cinco etapas?

Graças ao apoio da Secretaria de Turismo de São Paulo e dos nossos patrocinadores, conseguimos juntar muitos competidores e colecionadores nas cinco etapas. Criamos um grupo de pessoas que amam carros, independente do modelo ou preço. Acho que isso é uma vitória. Também juntamos grandes nomes de competições de rali, como Alberto Zoffmann e Mário Nardi. Conseguimos criar um modelo altamente competitivo, onde a decisão de primeiro e segundo lugar é de apenas 0,1s.

Como ponto baixo, o retorno a São Paulo é bastante complicado, gastando muito tempo da prova. Para o próximo ano vamos avaliar ter a largada e a chegada na capital. Também aponto o alto investimento para criar um evento desses do zero em um ano.

Alguns reclamaram da presença de carros novos, como um Fiat 500 da última geração e um Audi TT. É inevitável abrir exceções e não se manter restritamente nos clássicos?

O mais importante é juntar todos os amantes por carros e competições automobilísticas. Os futuros clássicos são uma tendência mundial, mas sempre deixamos mais vagas para os clássicos e abrindo exceções para superesportivos futuros clássicos. Nosso foco é agregar e não segregar os apaixonados.

Há uma porcentagem de adesão e de fugas?

Na média, 50% das duplas participaram de todas as etapas. Tivemos o calendário como grande inimigo. Para 2020, já fechamos e batemos as datas com os principais organizadores de Rallyes de carros antigos de São Paulo e do Brasil para evitar que as datas conflitem ou fiquem muito próximas.

O número de etapas e os destinos já estão definidos para o próximo ano?

Em 2020 teremos quatro etapas da Copa Paulista de Rallye Histórico e uma etapa de longa duração, que estamos acertando os detalhes com a CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo. Chegaríamos no Rio Grande do Sul para participar do Rallye dos Vinhedos.

(As etapas do próximo ano serão em 14/03, 30/05, 08/07, 29/08 e 07/11, ainda sem destinos definidos).

O que esperar das próximas etapas: provas mais técnicas ou menos técnicas, mais longas ou menos longas?

Vamos manter e tentar aprimorar o nível técnico para 2020. Também teremos a estreia da categoria PRO, com premiação especial para a dupla campeã. Assim, teremos categorias distintas para quem quer competir em alto nível e outra para quem está começando nos ralis. Queremos também colocar menos tempo em deslocamento e mais tempo em competição, mantendo a média de duração das provas de 2019.

Qual a principal ambição da CPRH para 2020?

Queremos manter o alto nível competitivo que foram as cinco etapas de 2019 e que cada vez mais os colecionadores e amantes de clássicos, esportivos ou fora de série coloquem seus carros para rodar.

Sobre o autor

Rodrigo não Mora apenas nos Clássicos. Em sua trajetória no jornalismo automotivo, já passou por Auto+, iG, G1, Folha de S. Paulo e A Tarde - sempre em busca do que os carros têm a dizer. Hoje, reúne todos - clássicos e novos - nas páginas das revistas Carbono UOMO e Ahead Mag e no seu Instagram, @moranoscarros.

Sobre o blog

O blog Mora nos Clássicos contará as grandes histórias sobre as pessoas e os carros do universo antigo mobilista. Nesse percurso, visitará museus, eventos e encontros de automóveis antigos - com um pouco de sorte, dirigirá alguns deles também.

Mora nos Clássicos