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Mora nos Clássicos

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Volkswagen Passat 1983 ainda é ágil e confortável no trânsito atual; veja

Rodrigo Mora

30/04/2019 07h00

(SÃO PAULO) – Lançado em 1974, o Passat inaugurava a segunda e mais profunda atualização em 1983 – cinco anos após a última mexida, apresentada no Salão do Automóvel de 1978.

Quatro faróis retangulares tentavam dar um ar mais sofisticado à frente do Passat, que tinha também nova grade e um discreto spoiler no para-choque. Nas laterais, frisos de borracha, retrovisor redesenhado e rodas de liga leve, já vistas no Gol Copa, um anos antes, cumpriam a função de renovar o visual do modelo.

Na cabine, o habitual dessas atualizações mais discretas: acabamento em alumínio escovado cruzando o painel, novo volante, novo grafismo para velocímetro e marcadores e bancos e laterais de portas com forração diferente.

A questão era que o Chevrolet Monza havia surgido no ano anterior, então o Passat deveria ir além dos retoques estéticos. Daí que o motor 1.6, a partir daqui batizado de MD-270, passou a privilegiar o torque, e não a potência – que, naqueles tempos de 80 km/h de limite nas estradas, não era mais tão valorizada.

Mudanças como redesenho do comando de válvulas, introdução de ignição eletrônica, aumento da taxa de compressão, entre outros artifícios, eram acompanhadas de um câmbio (opcional) de marchas mais longas, chamado de Fórmula E, mas popularmente lembrado como 3 + E, já que na essência se tratava de uma transmissão de três marchas mais uma quarta servindo apenas para poupar combustível em velocidades de cruzeiro. Nada, porém, que funcionasse tão bem quanto o câmbio de cinco marchas dos rivais Monza e Corcel. Para completar a reconfiguração de motor e câmbio, o tanque de combustível saltava de 45 para 60 litros.

Na concessionária, o consumidor podia escolher qual Passat queria: LS, GLS, LSE e GTS, este último criticado à época por não se destacar dinamicamente, já que compartilhava o mesmo 1.6 com o resto da gama. Mas o desapontamento com a suposta versão esportiva se mostrou efêmero, já que as configurações da linha 1984 foram rebatizadas: Special, Pointer, Village e Paddock.

Ainda em 1984, o Passat começa a perder terreno com o lançamento do Santana, que chegou para ser o topo de linha da marca.

Mas isso é assunto para outro dia.

Sobre o autor

Rodrigo não Mora apenas nos Clássicos. Em sua trajetória no jornalismo automotivo, já passou por Auto+, iG, G1, Folha de S. Paulo e A Tarde - sempre em busca do que os carros têm a dizer. Hoje, reúne todos - clássicos e novos - nas páginas das revistas Carbono UOMO e Ahead Mag e no seu Instagram, @moranoscarros.

Sobre o blog

O blog Mora nos Clássicos contará as grandes histórias sobre as pessoas e os carros do universo antigo mobilista. Nesse percurso, visitará museus, eventos e encontros de automóveis antigos - com um pouco de sorte, dirigirá alguns deles também.

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