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Mora nos Clássicos

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Dia do Mustang: cinco conceitos que não vingaram, e um que veio ao Brasil

Rodrigo Mora

2017-04-20T19:07:00

17/04/2019 07h00

(SÃO PAULO) – Há exatos 55 anos, a Ford apresentava o Mustang, em Nova York (EUA). Partindo de US$ 2.368, era o carro compacto, potente e acessível que o jovem norte-americano queria no lugar de modelos caros, luxuosos, excessivamente grandes e lentos. Deu tão certo que em 1966 o Mustang ultrapassou a marca de 1.000.000 de unidades vendidas. 

Sua carreira teve altos e baixos, e hoje o Mustang está na sexta geração. E além de sucessos e fracassos, o carro mais icônico da Ford coleciona também alguns protótipos.

(Imagem: divulgação)

Repare na grade deste Mustang esquisitão: não há um Mustang ali, e sim um Cougar. No começo dos anos 1960, a Ford promoveu um concurso de design e o vencedor fora batizado com o nome do felino. No fim das contas, o novo carro teve seu nome inspirado no P-51 Mustang, um avião usado na Segunda Guerra Mundial. Mas o nome Cougar não foi dispensado e virou o pony car da Mercury, divisão da Ford extinta em 2010.

(Imagem: Auctions America / divulgação)

O Mustang ainda tinha poucos meses de vida quando o Shorty Concept III apareceu. Construído por uma empresa especializada em protótipos com aval da Ford, era feito de fibra de vidro, tinha o entre-eixos 40 centímetros mais curto e um V8 de 302 pol³ sob o capô. Como era apenas um exercício de design, sem chances de ser produzido, a Ford mandou destruir o carro.

Vincent Gardner, designer do conceito, não gostou da ideia. "Nem f… vão destruir o único Mustang que desenhei na vida", deve ter pensado, e escondeu o protótipo num armazém alugado. Mas, como Gardner não pagou além do primeiro mês de aluguel, o dono do galpão chamou a polícia.

A Ford já havia dado queixa de roubo e recebido o dinheiro do seguro meses antes, então o nanico Mustang ficou com a seguradora, que tempos mais tarde o vendeu a um funcionário, que depois o vendeu a um colecionador. Em 2015, o Shorty foi a leilão e arrematado por US$ 511 mil.

(Imagem: divulgação)

Um dos conceitos rejeitados pela Ford antes do Mustang final deu origem ao Allegro II, de 1967. Quase nada foi extraído dele, mas é clara a inspiração do Mustang II, de 1974, nos faróis e na grade.

(Imagem: divulgação)

E se houve um Allegro II, é porque existiu um Allegro I.

(Imagem: divulgação)

Em 1993, a Ford apresentou o Mach III Concept, que antecipou as linhas da quarta geração do Mustang, que estreou em 1994. Colocando os dois lado a lado, é fácil notar que um nasceu do outro.

E foi o Mach III Concept uma das estrelas da Ford no Salão de São Paulo de 1994, justamente ao lado do Mustang GT que estrearia no mercado nacional no ano seguinte.

(Imagem: divulgação)

Como seria um pony car do futuro? Segundo Fabrizio Giugiaro, a resposta está neste conceito revelado no Salão de Los Angeles de 2006. A base foi um Mustang de quinta geração, que na imaginação do designer ficaria mais legal com portas tipo "tesoura", teto de vidro e interior retrô.

 

 

 

Sobre o autor

Rodrigo não Mora apenas nos Clássicos. Em sua trajetória no jornalismo automotivo, já passou por Auto+, iG, G1, Folha de S. Paulo e A Tarde - sempre em busca do que os carros têm a dizer. Hoje, reúne todos - clássicos e novos - nas páginas das revistas Carbono UOMO e Ahead Mag e no seu Instagram, @moranoscarros.

Sobre o blog

O blog Mora nos Clássicos contará as grandes histórias sobre as pessoas e os carros do universo antigo mobilista. Nesse percurso, visitará museus, eventos e encontros de automóveis antigos - com um pouco de sorte, dirigirá alguns deles também.