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Primeira placa preta de 2019 é de um Diplomata; relembre história do modelo

Rodrigo Mora

26/02/2019 07h00

(Imagem: Djalma Altran)

(SÃO PAULO) – Foi uma baita coincidência o primeiro carro a conquistar placa preta em 2018 ser um Opala, justo no ano em que o sedã da Chevrolet completou 50 anos. Pois o modelo é, de novo, o primeiro na fila da placa preta em 2019 – se aquele certificado de originalidade fora expedido dia 9 de janeiro, este é do dia 3. Inclusive a versão, Diplomata SE, se repete.

Já existiam mais de 600 mil Opalas e Caravans no mundo quando a versão Diplomata nasceu, no final de 1979 como linha 1980 – onze anos depois da apresentação do sedã, em novembro de 1968. Chegou para ser a opção de luxo, equipada com ar-condicionado, toca-fitas com antena elétrica, direção hidráulica e rodas de liga-leve. Até o retrovisor externo do passageiro era de série, veja que chique.

(Imagem: divulgação)

Esteticamente, o Diplomata também pontuava se não a primeira, a mais aguda reestilização desde o lançamento, entrando numa fase na qual ficou identificado por elementos mais retangulares – como faróis, lanternas e vincos laterais. 

Em 1983, as versões a álcool viraram o jogo e passaram a vender mais do que os Diplomatas a gasolina, que só em 1989 voltariam a dominar as vendas.

Assim o Diplomata ficou até 1984, pois a linha 85 estreava faróis de longo alcance, instalados na vertical, ao lado dos principais. Era o que diferenciava a versão topo de linha das demais, ao lado dos frisos mais largos e das cores e rodas novas. Na cabine, revestimentos mais caprichados, o tão aguardado comando centralizado dos vidros elétricos e travas sem pinos.

(Imagem: divulgação)

Naquele ano, a Caravan enfim ganhava sua opção Diplomata. Ambos, sedã e perua, abraçavam os ricos que haviam ficado órfãos do Ford Landau, descontinuado dois anos atrás. O que se verificou nas vendas, 50% acima dos emplacamentos de 1984.

Em 1988 outra reforma estética leva ao modelo novas rodas, faróis e lanternas. Agora batizado de Diplomata SE, recebe câmbio automático da ZF, como nos BMW e Jaguar da época. Ganha também regulagem de altura do volante e paparicos elétricos, como temporizador do vidro elétrico e iluminação mantida acesa por 10 segundos após o travamento das portas.

(Imagem: divulgação)

É dessa fase o Diplomata SE do Djalma Altran, comprado há cinco anos.

"Fui até outra cidade ver uma Caravan que interessava a um amigo. Chegando lá, ele desistiu do carro e, na volta para casa, fomos ver um Opala que estava anunciado, que ele também dispensou. Depois de uma semana voltei lá e fiquei com o Opala", conta Altran, que usa o carro ao menos uma vez para ir a encontros de antigos. Durante o processo de certificação para se tornar um carro de coleção, alcançou 91 de 100 pontos possíveis. 

Para-choques e grade agora na cor do carro, novas rodas, novo volante e outros detalhes internos estreiam em 1991. A série especial Collectors marca o fim do Opala, que viu a linha de produção pela última vez em 16 de abril de 1992.

(Imagem: divulgação)

O Diplomata foi (e ainda é) tão idolatrado que ganhou identidade própria. Como se Opala fosse um carro e Diplomata, outro.

Contar que você tem um GLS, um Exclusive ou um Sport não diz nada. Mas conte que você tem um Diplomata, e todos saberão de qual carro se trata.

 

Sobre o autor

Rodrigo não Mora apenas nos Clássicos. Em sua trajetória no jornalismo automotivo, já passou por Auto+, iG, G1, Folha de S. Paulo e A Tarde - sempre em busca do que os carros têm a dizer. Hoje, reúne todos - clássicos e novos - nas páginas das revistas Carbono UOMO e Ahead Mag e no seu Instagram, @moranoscarros.

Sobre o blog

O blog Mora nos Clássicos contará as grandes histórias sobre as pessoas e os carros do universo antigo mobilista. Nesse percurso, visitará museus, eventos e encontros de automóveis antigos - com um pouco de sorte, dirigirá alguns deles também.

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