Mora nos Clássicos http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br O blog Mora nos Clássicos contará as grandes histórias sobre as pessoas e os carros do universo antigomobilista Tue, 16 Jul 2019 13:40:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Goodwood ama carros que queimam combustível, mas cresce olho nos elétricos http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/2019/07/14/goodwood-ama-carros-que-queimam-combustivel-mas-cresce-olho-nos-eletricos/ http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/2019/07/14/goodwood-ama-carros-que-queimam-combustivel-mas-cresce-olho-nos-eletricos/#respond Sun, 14 Jul 2019 10:00:01 +0000 http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/?p=2069 (GOODWOOD) – Quando o ex-piloto de Fórmula 1 Nick Heidfeld e seu McLaren MP4/13 cravaram 41,18 segundos para completar o percurso de Goodwood, em 1999, poucos apostariam que este recorde seria batido por um carro elétrico. Pois um Volkswagen ID.R, pilotado pelo bicampeão das 24 Horas de Le Mans Romain Dumas, rasgou os mesmos 1,86 quilômetros em 39,90 segundos no último final de semana.

A explicação para a diferença de 1,7 segundos – que equivale a uma semana no mundo do automobilismo – está menos nas mãos dos pilotos e mais na concepção dos carros. O Fórmula 1 (campeão mundial com o finlandês Mika Häkkinen) tem um motor V10 a gasolina, de 780 cv, tração traseira e 600 kg, contando com o piloto.

Já o ID.R gera 680 cv para empurrar “menos de 1.000 kg”, segundo a Volkswagen. Mas tem dois trunfos: o torque instantâneo típico dos modelos elétricos e o fato de haver um motor em cada eixo – é um tração integral, portanto. Diferenças técnicas à parte, fato é que Goodwood deixa de ser um reduto de queimadores de combustível fóssil e abre mais espaço para a irreversível mobilidade elétrica.

“O festival de Goodwood é uma fascinante ponte entre o passado, presente e futuro do automóvel”, resume Dr. Frank Welsch, membro do Conselho de Administração da Volkswagen.

Volkswagen ID.R (Imagem: divulgação)

Na essência, o Goodwood Festival of Speed é uma reunião de apaixonados por automobilismo. Foi por isso que ele nasceu, em 19 de junho de 1993, quando Charles Gordon-Lennox, Duque de Richmond, ressuscitou um circuito criado em 1948 e há muito tempo desativado – praticamente no quintal de sua prioridade.

A atração principal é um sinuoso trecho de 1,86 quilômetros de extensão, pelo qual passa todo tipo de carro que já fez história nas pistas, Lancia Delta S4, Mercedes-Benz “Flecha de Prata”, Audi Sport Quattro S1, Porsche 935/78 “Moby Dick”…

Entusiastas de plantão não devem temer, pois: Goodwood continuará sendo uma ode ao passado do automobilismo. Um modelo elétrico pode ser o recordista da pista, mas o que o visitante que pagou até R$ 795 por quatro dias de ingresso quer ver é Emerson Fittipaldi ao volante de sua Lotus 1972, Riccardo Patrese desfilando com a Benetton-Ford B193 de Michael Schumacher (um dos grandes homenageados desta edição, aliás) ou Rubens Barrichello revivendo os tempos da Brawn GP.

Mesmo quando querem apresentar um carro do futuro, as marcas recorrem ao passado – sendo a Porsche um dos protagonistas nesse sentido. Nada menos do que cinco unidades do lendário 917 se alinharam em Goodwood. Outros monstros das pistas que deram as caras no evento inglês foram o 935 em sua versão atualizada e o 911 RSR com sua tradicional pintura da Martini Racing. Este também tem uma versão nova, que debutou em Goodwood e estreará a valer na temporada 2019/2020 do World Endurance Championship.

Porsche 911 RSR (Imagem: divulgação)

Mas se a passagem de todos eles era anunciada a metros de distância por seus motores de seis ou doze cilindros, o Taycan atravessou Goodwood sonoramente discreto: dele ouvia-se apenas um zunido inerente dos motores elétricos. Quem estava no celular ou de olho no telão, ainda se refestelando na nostalgia do 917 ou do 911 RSR, quase perdeu o principal lançamento da Porsche do ano – previsto para o Brasil em 2020, passará de R$ 1 milhão.

Porsche Taycan (Imagem: divulgação)

Na Jaguar, o elétrico I-Pace eTrophy pôde ser visto fora de seu habitat natural, os circuitos de rua que abrem as corridas da Fórmula-E. Mas logo foi seguido pelo XE SV Project 8 e seu glutão V8 Supercharged de 600 cv. Até a Volvo, um tanto longe das pistas atualmente, aproveitou o evento para mostrar o Polestar 2, rival do Tesla Model 3. E quem chegava ao estande da Citroën procurando pelo futurista 19_19, era recebido por um par de clássicos.

Traction Avant e 2CV dando boas-vindas no estande da Citroën (Imagem: Rodrigo Mora)

No fim das contas, Goodwood é um banquete automotivo, talvez a máxima reverência ao carro e à velocidade, independente da plataforma de propulsão. Que, se for elétrica, também é legal.

O importante é estar em Goodwood.

 

Viagem feita a convite da Porsche do Brasil. 

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Festival de Goodwood é meca de clássicos; listamos cinco raridades http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/2019/07/13/festival-de-goodwood-e-meca-de-classicos-listamos-cinco-raridades/ http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/2019/07/13/festival-de-goodwood-e-meca-de-classicos-listamos-cinco-raridades/#respond Sat, 13 Jul 2019 10:00:58 +0000 http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/?p=2050

Bugatti 57S Atlantic (Imagem: Rodrigo Mora)

(GOODWOOD) – Apenas quatro Bugatti 57 Atlantic foram produzidos. E um deles está ali, sem qualquer cerco, disponível para qualquer um dos visitantes do Goodwood Festival of Speed ver de perto o interior, as seis saídas de escapamento ou os rebites que atravessam os para-lamas, o teto e o capô.

Cada Atlantic era personalizado. O primeiro saiu em 1936, para o banqueiro inglês Victor Rothschild e é conhecido por “Rothschild Atlantic”. O segundo ficou com Jean Bugatti, mas o carro desapareceu em 1938 e desde então ninguém sabe do seu destino. O terceiro foi entregue a um francês chamado Jacques Holzschuh, que tempos depois vendeu o carro a um colecionador. Numa colisão contra um trem, o carro fora totalmente destruído. Décadas depois, o “Holzschuh Atlantic” foi restaurado – é ele o carro da foto.

O estilista Ralph Lauren é dono do último Atlantic, finalizado em maio de 1938 e conhecido hoje como “Pope Atlantic”.

Volkswagen Kombi 1959 “Swivel Seat” (Imagem: Rodrigo Mora)

Acredita-se que só 11 exemplares da Volkswagen Kombi com assento giratório sobreviveram, e este exemplar pertenceu ao Canadian Royal Mail. O recurso permitia que o motorista entrasse e saísse do carro mais rapidamente, facilitando sua rotina de entregas.

Avions Voisin C28 Aérosport 1936 (Imagem: Rodrigo Mora)

Outro modelo que só teve quatro unidades produzidas foi o francês Avions Voisin C28 Aérosport 1936 – e este é o único sobrevivente. Equipado com um motor 3.0 de seis cilindros e 102 cv e construído em alumínio, custava 92.000 francos franceses, o que lhe tornava acessível apenas a milionários. Seu design incomum o fez popular entre os cineastas, tendo aparecido em dois filmes: Sahara, de 2005, e Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, de 2008.

Aston Martin DB4 GT Zagato (Imagem: Rodrigo Mora)

Dezenove unidades do Aston Martin DB4 Zagato foram produzidas, e só sete com o volante do lado esquerdo. Este exemplar foi construído especificamente para Elio Zagato, filho do fundador da empresa de design. O motor é um seis-cilindros de 4,7 litros e 400 cv, parceiro de um câmbio manual de quatro marchas e tração é traseira. 

Aston Martin V8 Zagato Volante 1990 (Imagem: Rodrigo Mora)

O plano original era lançar 57 unidades do Aston Martin V8 Zagato cupê, mas tal foi a demanda pelo modelo que a marca inglesa decidiu produzir mais 37 exemplares na versão Volante (conversível), o que deixou os compradores do modelo fechado um tanto irritados.

 

Viagem feita a convite da Porsche do Brasil. 

 

 

 

 

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Dirigimos o Fiat 147 “cachacinha”, primeiro carro a álcool do mundo http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/2019/07/13/dirigimos-o-fiat-147-cachacinha-primeiro-carro-a-alcool-do-mundo/ http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/2019/07/13/dirigimos-o-fiat-147-cachacinha-primeiro-carro-a-alcool-do-mundo/#respond Sat, 13 Jul 2019 10:00:58 +0000 http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/?p=1988

(SÃO PAULO) – Julho é um mês marcante na história da Fiat. Foi em 1o de julho de 1899 que Giovanni Agnelli e um grupo de empresários fundaram a Fabbrica Italiana Automobili Torino. Em 9 de julho de 1976, saía da linha de produção o 147, primeiro Fiat nacional. E no dia 5 de julho de 1979, o primeiro carro do mundo movido a álcool feito em série completou 40 anos.

O 147 já estava nas ruas há três anos quando ganhou um novo motor 1.3 movido a etanol, o que prontamente lhe rendeu o apelido de “cachacinha”. Com a crise do petróleo ardendo, a Fiat foi a primeira a aderir ao Pro-Álcool, o programa que estimulava o uso do combustível vegetal. E prontamente o 147 se tornou uma espécie de garoto-propaganda da campanha.

O motor era derivado do 1.3 carburado originalmente a gasolina. Tinha 60 cv e torque de 10 kgfm chegando até que cedo, a 2.600 rotações. Como velocidade máxima era de 140 km/h (contra 135 km/h no 147 a gasolina), com 0-100 km/h em 17 segundos e retomadas mais rápidas, fora o valor do álcool combustível bem menor na bomba (cerca de metade do valor da gasolina), a aceitação foi grande. O câmbio era o mesmo de quatro marchas. 

Com três anos de desenvolvimento, o “Fiat 147 100% a álcool” foi produzido até 1987. Segundo a Fiat, foram cerca de 120 mil unidades. Uma delas é esta:

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Meu Carro, Minha Vida: Ford Del Rey Scala 1983 http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/2019/07/11/meu-carro-minha-vida-ford-del-rey-scala-1983/ http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/2019/07/11/meu-carro-minha-vida-ford-del-rey-scala-1983/#respond Thu, 11 Jul 2019 15:07:58 +0000 http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/?p=2044 (SÃO PAULO) – O Del Rey Scala surgiu em 1983, baseado na Belina II, de 1978. À época, o mercado de peruas era mais agitado e portanto o modelo da Ford tinha que enfrentar concorrentes como Chevrolet Caravan, Chevrolet Marajó, Volkswagen Parati e Fiat Panorama.

Entre os diferenciais, trazia console de teto com relógio digital, vidros e travas elétricos e painel de instrumentos mais requintado. Embora relativamente compacta (4,52 cm de comprimento) era espaçosa por dentro. O motor era um tímido 1.6 de 73 cv.

Em 1986, a versão Scala sai de cena e a perua volta a ser chamada de Belina.

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Andamos no Volkswagen Santana Executivo; sedã faz 35 anos em 2019 http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/2019/07/10/andamos-no-volkswagen-santana-executivo-seda-faz-35-anos-em-2019/ http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/2019/07/10/andamos-no-volkswagen-santana-executivo-seda-faz-35-anos-em-2019/#respond Wed, 10 Jul 2019 10:00:40 +0000 http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/?p=2029

O Santana ainda teve vida longa depois da versão Executivo. Em 1991, uma remodelação mais acentuada deu certo fôlego ao carro da Volkswagen, que começava a enfrentar o avanço dos importados, estreantes no mercado brasileiro. Mais longo em 4,5 cm e 1,5 cm mais alto, o Santana realmente parecia mais imponente.

Oferecida nas versões CL, GL e GLS, também ganhou interior com acabamento mais refinado. Foi nessa época que, através da Autolatina, nascera o Versailles, clone do Santana com logotipo da Ford. Destaque nessa época foram freios com sistema ABS, novidade para um carro nacional.

Em 1999, outra proeminente reestilização tentava dar pique ao sedã, sem muito sucesso. Defasado visual e tecnologicamente, o Santana foi assim até 2006, após 22 anos de carreira – ainda robusto e confiável, mas sem o carisma da primeira década.

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Sambódromo de São Paulo recebe desfile de VW Kombi no feriado http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/2019/07/09/sambodromo-de-sao-paulo-recebe-desfile-de-vw-kombi-no-feriado/ http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/2019/07/09/sambodromo-de-sao-paulo-recebe-desfile-de-vw-kombi-no-feriado/#respond Tue, 09 Jul 2019 13:53:56 +0000 http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/?p=2022 (SÃO PAULO) – Quem estiver em São Paulo hoje (9) tem um bom programa para a família toda. O Auto Show Collection, tradicional evento mensal que reúne carros antigos de várias épocas, realizará um evento dedicado à Volkswagen Kombi. O Sambódromo de São Paulo deve receber cerca de 500 Kombis a partir das 12h.

Evento espera receber 500 Kombis (Imagem: divulgação) 

Todas as versões da perua mais famosa do Brasil estarão em exposição, desde as primeiras unidades importadas na Alemanha até os últimos modelos. Visitantes poderão ver exemplares raros como a Kombi Safari, a Kombi diesel, a versão “luxuosa” Carat (feita para concorrer com as vans asiáticas) e versões comemorativas, como a Kombi Série Prata e a Kombi Last Edition.

O evento será co-organizado com o Kombi Clube do Brasil e Sampa Kombi Clube.

Auto Show Collection:

Local: Sambódromo do Anhembi (Rua Prof Milton Rodrigues – Portão 30)

Data: 9 de julho

Horário: das 12h ‪às 18h

Ingressos:
Carro para exposição: R$ 30 (Antigos acima de 30 anos e modificados acima de 3 itens)

Motos: R$ 25

Passageiros: R$ 15

Vaga VIP: R$ 60

Pedestre: R$ 25

Carros à venda ou estacionamento: R$ 45;

Meia entrada: R$ 12 – Idosos + acompanhante (somente uma pessoa Lei Federal 10.741/03) – crianças até 12 anos de idade incompletos (lei 8069/1990) – Estudantes (Lei 7.844/92 e Decreto 35.606/92) – Pessoas com deficiência e seu acompanhante

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Veja cinco clássicos de corrida que abalaram o Festival de Goodwood http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/2019/07/09/veja-cinco-classicos-de-corrida-que-abalaram-o-festival-de-goodwood/ http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/2019/07/09/veja-cinco-classicos-de-corrida-que-abalaram-o-festival-de-goodwood/#respond Tue, 09 Jul 2019 10:00:49 +0000 http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/?p=2010 (GOODWOOD) – Michael Schumacher completa 50 anos de vida em 2019, quando também se comemora 25 anos de seu primeiro título na Fórmula 1. Daí o Goodwood Festival of Speed homenagear o heptacampeão com um desfile dos seus principais carros.

(Imagem: Rodrigo Mora)

Um deles foi a Ferrari F2003, que como o nome sugere foi pilotado por Schumacher (e também por Rubens Barrichello) na temporada de 2003. Seu motor V10 chegava a quase 900 cv, responsáveis por empurrar um carro de aproximadamente 600 kg. Nas mãos do alemão, venceu cinco provas.

Outro carro do alemão que apareceu em Goodwood foi a Benetton-Ford B194, carro do primeiro título do alemão, em 1994. No Festival, desfilou com Damon Hill ao volante – o inglês foi vice-campeão daquela temporada, marcada pela morte de Ayrton Senna. 

(Imagem: Rodrigo Mora)

Há exatos 50 anos, durante o Salão de Genebra de 1969, o Porsche 917 nascia com a mira apontada para as 24 Horas de Le Mans, vencida em 1970 e 1971. O chassis número 001 foi o primeiro de 25 exemplares construídos para atender aos requisitos de homologação e serviu como carro de apresentação. Se no evento suíço o 917 apareceu pintado de branco e verde, no Salão de Frankfurt do mesmo ano surgiu em branco e laranja; a famosa pintura da Gulf Oil apareceu na sequência. Em Goodwood, cinco deles se reencontraram.

A Mercedes começava sua história nas pistas há 125 anos, e um dos principais personagens dessa trajetória são os “Flecha de Prata”. Este é um W 125 de 1937, equipado com um oito-cilindros em linha de 5,7 litros e quase 600 cv – capaz de levar o modelo para além dos 300 km/h nas corridas do European Championship, campeonato que precedeu a Fórmula 1.

(Imagem: Rodrigo Mora)

O McLaren MP4/4 dominou a temporada de 1988 da Fórmula 1, com 15 vitórias em 16 etapas. Foi também o carro do primeiro título de Ayrton Senna na categoria. Em Goodwood, reapareceu com Takuma Sato.

Viagem feita a convite da Porsche do Brasil.

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Pesadelo de Senna, Williams de Nigel Mansell é arrematada por R$ 13 milhões http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/2019/07/06/pesadelo-de-senna-williams-de-nigel-mansell-e-arrematada-por-r-13-milhoes/ http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/2019/07/06/pesadelo-de-senna-williams-de-nigel-mansell-e-arrematada-por-r-13-milhoes/#respond Sat, 06 Jul 2019 10:45:30 +0000 http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/?p=2001 (GOODWOOD) – Um Williams-Renault FW14B pilotado por Nigel Mansell na temporada de 1992 da Fórmula 1 foi arrematado por £ 2.703.000, equivalente a R$ 13 milhões. Concretizada durante o Goodwood Festival of Speed, na Inglaterra, a venda ainda marcou um recorde: trata-se do Williams mais caro já leiloado, segundo a Bonhams. 

Williams FW14B (Imagem: Bonhams/divulgação)

“Depois de uma acirrada disputa de três lances internacionais, o Williams-Renault foi arrematado por um renomado colecionador particular”, disse a casa de leilão, sem revelar o nome do comprador.

A história do FW14 começou em 1991, quando o desenhista Adrian Newey (hoje na Red Bull) e o engenheiro Patrick Head se juntaram para desenvolver aquele que instantaneamente se tornaria o carro de Fórmula 1 mais avançado de todos os tempos. Equipado com um 3.5 V10 (760 cv a 14.200 rpm), naquela temporada já contava com transmissão semiautomática, mas ainda tropeçava em constantes quebras. Ayrton Senna foi o campeão e a McLaren venceu entre os construtores. Mansell foi o vice.

Williams FW14B (Imagem: Bonhams/divulgação)

Em 1992, o FW14 teve a transmissão e o controle de tração aprimorados e recebeu a revolucionária (e polêmica) suspensão ativa, que lhe renderam o apelido de “carro de outro planeta” – era comum Mansell e Ricardo Patrese, o outro piloto da Williams, enfiarem dois segundos nos outros pilotos. Por um breve período, contou até com ABS. Então batizado de FW14B, teve seis chassis construídos, numerados de 6 a 11.

Williams FW14B (Imagem: Bonhams/divulgação)

O exemplar arrematado foi o chassis número 8, que correu 13 das 16 provas da temporada de 1992. Sete dessas corridas com Mansell, que venceu cinco; outras seis com Patrese, que acabou a temporada como vice-campeão. Mansell venceria ainda mais quatro com outro chassis do FW14B, somando nove conquistas no ano. Nas mãos do inglês, o carro estampava o 5 vermelho, enquanto o italiano era identificado pelo 6 branco.

Williams FW14B (Imagem: Bonhams/divulgação)

Segundo a Bonhmans, o FW14B/08 está em perfeitas condições: “tanto o seu motor V10 quanto o sofisticado sistema hidráulico de suspensão ativa foram exercitados”.

Em 1993, o FW14B foi sucedido pelo FW15, outra obra-prima da Williams que levou o francês Alain Prost ao seu quarto e último título na categoria. Daí veio o FW16, em 1994, pilotado por Ayrton Senna e sem os recursos tecnológicos que fizeram dos três modelos anteriores os melhores F-1 até então construídos.

 

Viagem feita a convite da Porsche do Brasil. 

 

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Onde e quando tem encontro de carro antigo em julho http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/2019/06/30/onde-e-quando-tem-encontro-de-carro-antigo-em-julho/ http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/2019/06/30/onde-e-quando-tem-encontro-de-carro-antigo-em-julho/#respond Sun, 30 Jun 2019 10:00:27 +0000 http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/?p=1328 (SÃO PAULO)Talvez muitos não saibam, mas o AutoShow Collection não é mais realizado em toda terça-feira, mas apenas em uma por mês. A exceção é julho, quando o Sambódromo recebe encontro o mês inteiro.

2 – Encontro mensal do Alfa Romeo Clube do Brasil (São Paulo, SP). Quem organiza: Alfa Romeo Clube do Brasil.

Noite do Gol quadrado no Sambódromo (São Paulo, SP). Quem organiza: AutoShow Collection (www.facebook.com/autoshowcollection).

5 e 6 – VIII Passeio Cronometrado dos Vinhedos (Bento Gonçalves, RS). Quem organiza: Veteran Car Club dos Vinhedos (www.rallydosvinhedos.com.br).

– Encontro mensal dos Saudopistas (Rio de Janeiro, RJ). Quem organiza: Saudopistas (www.facebook.com/saudopistas e @saudopistas). 

 Noite da Kombi no Sambódromo (São Paulo, SP). Quem organiza: AutoShow Collection (www.facebook.com/autoshowcollection).

13 –3ª etapa Copa Paulista de Rallye Histórico (São Paulo – Lindóia, SP). Inscrições: www.cprh.com.br.

13 e 14 – XVIII Encontro de Veículos Antigos de Juiz de Fora (Juiz de Fora, MG). Quem organiza: AVA Juiz de Fora.

14 – Encontro Mensal do Clube do Carro Antigo de Jundiaí (Jundiaí, SP). Quem organiza: Clube do Carro Antigo de Jundiaí (www.facebook.com/ccaj1).

14 – Rally da Ferrugem (Birigui, SP). Quem organiza: Clube da Ferrugem.

16  Noite do Opala no Sambódromo (São Paulo, SP). Quem organiza: AutoShow Collection (www.facebook.com/autoshowcollection).

23  Noite do Mustang e clássicos da Ford no Sambódromo (São Paulo, SP). Quem organiza: AutoShow Collection (www.facebook.com/autoshowcollection)

28 – Encontro Anual da AMICAR (São José dos Campos, SP). Quem organiza: Associação dos Amigos de Carros Antigos e Raridades de São José dos Campos.

28 – Encontro do V8&Cia (Paulínia, SP). Quem organiza: Sociedade de Antigomobilismo de Campinas V8&Cia.

28 – Encontro Mensal do CVA Goiás (Goiânia, GO). Quem organiza: Clube do Veículo Antigo de Goiás.

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Meu Carro, Minha Vida: Volkswagen Gol GT 1986 http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/2019/06/27/meu-carro-minha-vida-volkswagen-gol-gt-1986/ http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/2019/06/27/meu-carro-minha-vida-volkswagen-gol-gt-1986/#respond Thu, 27 Jun 2019 15:49:46 +0000 http://moranosclassicos.blogosfera.uol.com.br/?p=1979 (SÃO PAULO) – Lançado em 1984, o Gol GT tinha como principal diferença para os demais o motor 1.8, que seria usado também pelo Santana, lançado poucos meses depois. Chegava a 99 cv e entregava ao hatch um desempenho genuinamente esportivo (números oficiais apontavam 0 a 100 km/h em 9,7 segundos e 180 km/h de máxima). Pneus mais largos e de perfil mais baixo e suspensão retrabalhada acompanhavam.

Era preciso alarde para diferenciá-lo, e por isso o Gol GT tinha spoiler dianteiro, grande frontal na cor do carro, rodas exclusivas, adesivos laterais e na tampa do porta-malas e faróis de longo alcance. Por dentro, o motorista se sentia num esportivo por causa dos bancos Recaro, do volante e da alavanca do câmbio também próprios e do painel com grafismos vermelhos.

O Gol GT não foi o primeiro esportivo da Volkswagen no Brasil, mas talvez tenha sido o mais importante. Foi ele quem estreou a fórmula que passou pro GTS em 1987 e culminou, em 1989, no GTi, hoje o mais idolatrado da gama.

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